Projetei minhas quimeras na imensidão de outrem, onde meus devaneios conscientes conduziram meus sentimentos sublimes a uma existência que não existia, era só uma ilusão.
Meus projetos eram truncados em si, e formados por uma película delgada de uma sordidez que me consumia aos poucos.
A imundície do mundo penetrava em mim facilmente, me corroía com sua baixeza necessária para o equilíbrio do planeta.
Mas o mundo não era o mesmo, já estava manchado de sangue inocente e não adiantava escoar sua sordidez para mim.
O mundo esmagara toda minha projeção distorcida de realidade e afogou meus sonhos projetados.
O mundo me amordaçou, impedindo-me de prosseguir.
- Bárbara Feitoza

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