Morro um pouquinho todo dia, todo instante.
Nesse pouquinho eu perco meus pedacinhos que caem ao chão.
Esse chão podre que corrói, dilacera e por fim putrefa quem eu fui.
E quem sou vai sumindo, ficando transparente aos olhos de outros, mas não aos meus.
Meus pensamentos vão sumindo, se apagando e eu me esquecendo que eles existiam.
Minha própria existência já não existia mais do mesmo modo que existia.
E foi findada pelo tempo que me consumia.
-Bárbara Feitoza

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