domingo, 28 de outubro de 2012
A despedida
Tudo começou em um dia como outro qualquer, segui entre as cerejeiras em meu jardim e fui olhar o mar.
Caminhando pela praia começei a procurar pequenas conchinhas, mas não as encontrei.
Como de costume sentei e senti a brisa em meu rosto, e aquela sensação de liberdade que o mar me trazia e sempre me trouxera, decidi então escrever. Escrever era um hobby para mim, eu que não conseguia escrever textos grandes, mas meus pequenos textos realmente comoviam aqueles que os liam.É verdade que sempre ia escrever na praia, mas algo diferente ocorreu desta vez, sentimentos estranhos começaram a surgir dentro de mim, uma angustia que eu jamais sentira antes, lágrimas começaram a cair dos meus olhos e eu não entendia o porque.
Derrepente surgiu uma pessoa a minha frente, eu assustada recuei, mas não havia tempo, ele me agarrara e não vi mais nada, tudo se apagou.
Acordei em minha casa, mas não podia me mover, estava amordaçada e amarrada.
Vi um homem subindo as escadas, tive medo, mas nada podia fazer.
Ele me olhou, com seus olhos negros e brilhantes, senti um arrepio percorer meu corpo, e o vi seguindo em minha direção com uma feição que jamais tinha visto antes.
Percebi um objeto reluzindo em sua mão,observei-o bem, e deduzi que era uma faca.
Senti um golpe em meu pescoço e vi meu sangue rubro manchar o assoalho, gritei...
Olhei em direção ao homem e o vi com um sorriso de prazer.
Senti tudo ao meu redor girar, então cai...
Vi uma luz, mas meus olhos estavam muito pesados, então eu os fechei...foi o fim.
-Bárbara Feitoza
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